O senador Eduardo Girão, do Novo-CE, manifestou a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a instalar a Comissão de Ética. Atualmente, a comissão permanece inativa, o que impede a análise do pedido de afastamento de Alcolumbre apresentado por Girão. Durante uma entrevista no programa ‘Oeste Sem Filtro’, Girão afirmou que a situação do Senado se assemelha a ‘casa de mãe Joana’. Ele ressaltou que, se necessário, acionará o STF, embora considere essa medida indesejável. Girão também criticou Alcolumbre por ter tentado negociar a anistia dos presos do 8 de janeiro em troca do fim da pressão pela instalação da CPMI do Banco Master, que já conta com um número recorde de adesões de parlamentares, mas ainda aguarda uma decisão do presidente do Senado. No mesmo evento, Girão anunciou um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, relacionado a abusos supostamente cometidos para proteger o Banco Master. O senador argumenta que Alcolumbre está bloqueando os pedidos de impeachment contra ministros do STF e impedindo a instalação de CPIs, o que constitui uma omissão grave da presidência do Senado. Atualmente, existem pelo menos 46 pedidos de impeachment protocolados, a maioria há anos sem andamento, e o ministro Alexandre de Moraes é alvo de 29 deles. Girão considera que a postura de Alcolumbre transforma o Senado em cúmplice de uma crise institucional. Ele também defendeu a criação de uma CPI para investigar o Caso Master, que já possui o apoio necessário, mas permanece sem progresso, levantando suspeitas sobre a atuação de Alcolumbre e seus aliados. A falta de comissões instaladas impede o Congresso de investigar um escândalo bancário estimado em R$ 40 bilhões, o que, segundo Girão, compromete a função constitucional do Senado de fiscalizar o STF e julgar ministros em casos de crime de responsabilidade.
Fonte: Oeste









