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Governo central enfrenta déficit primário de R$ 62,7 bilhões

O governo central brasileiro, que abrange o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, anunciou um déficit primário de R$ 62,7 bilhões, representando 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa informação foi divulgada no Relatório do Tesouro Nacional (RTN), apresentado nesta quarta-feira, 25, pelo Ministério da Fazenda.

Mesmo com essa lacuna financeira nos últimos 12 meses, há uma luz no fim do túnel: em janeiro, o governo central registrou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões, um aumento em relação aos R$ 85,1 bilhões do mesmo mês em 2025. A receita total do governo alcançou R$ 322 bilhões em janeiro, um crescimento em comparação aos R$ 302 bilhões do ano anterior, resultando em uma variação nominal de 6,6%. Quando ajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, a alta real foi de 2%.

A receita líquida real, que desconta as transferências a Estados e municípios, cresceu 1,2%, enquanto as despesas totais atingiram R$ 1,8 bilhão, indicando um aumento real de 2,9%. De acordo com o Tesouro, o superávit primário foi impulsionado pelo desempenho positivo do Tesouro Nacional e do Banco Central, que juntos registraram um saldo positivo de R$ 107,5 bilhões. Em contraste, a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 20,6 bilhões no mês.

Os destaques na arrecadação incluem um aumento de R$ 3,9 bilhões no Imposto de Renda, principalmente devido a rendimentos do trabalho e do capital. O Imposto sobre Operações Financeiras também teve uma alta de R$ 2,7 bilhões, refletindo maior arrecadação em operações de câmbio, crédito e títulos mobiliários. Outras receitas administradas pela Receita Federal cresceram R$ 2,1 bilhões, enquanto a receita previdenciária avançou R$ 3,9 bilhões, resultado de um mercado de trabalho aquecido e da reoneração da folha.

Adicionalmente, o relatório destacou uma redução de R$ 1,9 bilhão em despesas obrigatórias, que incluíram cortes em gastos com o Bolsa Família e na área da saúde. Essa situação financeira do governo central ressalta a necessidade urgente de reformas e medidas que promovam a responsabilidade fiscal e o crescimento econômico sustentável no Brasil.

Fonte: Oeste

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