O governo da Argentina, liderado pelo presidente Javier Milei, se manifestou oficialmente nas redes sociais em celebração ao Dia Internacional da Mulher, ocorrido no último domingo, 8 de março. Na mensagem, a administração Milei criticou as políticas de gênero implementadas por governos anteriores, rotulando-as como uma “fraude milionária”. A declaração marca uma das primeiras ações do novo governo, que decidiu extinguir o Ministério da Mulher logo após a posse em dezembro de 2023. Segundo Milei, essa estrutura governamental foi utilizada para promover “agendas ideológicas absurdas”. A mensagem enfatizou que, neste dia, deve-se reconhecer as mulheres que, através de liberdade, mérito e esforço, constroem o futuro da nação.
Entretanto, essa postura gerou controvérsias. Relatórios do Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher, vinculado à ONU, apontam que a dissolução do ministério resultou na fragmentação das responsabilidades e na diminuição da capacidade técnica para avançar nos direitos das mulheres. Além disso, o documento alerta sobre a redução de recursos destinados a serviços essenciais, como a linha 144, um canal de emergência para vítimas de violência doméstica, que registrou 271 feminicídios em 2025.
O debate em torno do Dia Internacional da Mulher na Argentina continua acirrado, com grupos feministas convocando paralisações e manifestações. Dados recentes mostram que as mulheres argentinas ganham, em média, 26% menos que os homens e enfrentam desafios significativos em suas condições de vida e trabalho. A atual administração precisa considerar esses desafios ao implementar suas políticas, buscando um equilíbrio que respeite as liberdades individuais e promova verdadeiramente os direitos das mulheres.
Fonte: Oeste








