O governo de Roraima emitiu uma ordem determinando que a procuradora Rebeca Ramagem retorne ao trabalho presencial, desconsiderando sua permanência nos Estados Unidos desde o final de 2025, onde está com seu marido, Alexandre Ramagem, ex-deputado federal, e suas filhas. Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Rebeca argumentou que as atividades judiciais e administrativas atualmente são realizadas de forma virtual, questionando a necessidade de sua presença física na Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR). Ela destacou que não existem justificativas técnicas ou operacionais que sustentem tal exigência, observando que muitos de seus colegas também trabalham remotamente.
Rebeca descreveu a ordem como um ato de perseguição política, afirmando que exerce suas funções remotamente desde 2016 sem prejuízo ao serviço público. Ela ressaltou que um terço dos procuradores do Estado atuam em regime de teletrabalho, o que evidencia a disparidade no tratamento que recebe. Além disso, Rebeca pediu a execução de 78 dias de férias acumuladas, começando a contagem a partir do dia 20.
A PGE-RR, por sua vez, contestou as alegações de Rebeca, afirmando que ela não está em teletrabalho desde agosto de 2020 e que a modalidade não estava em vigor, o que contradiz suas afirmações. A Procuradoria argumenta que o teletrabalho é regulamentado e passa por revisão, enfatizando que não houve suspensão do trabalho remoto. Neste contexto, a situação de Rebeca Ramagem levanta questões sobre a liberdade e a pressão política enfrentada por figuras da direita no Brasil.
Fonte: Oeste







