O governo de Luiz Inácio Lula da Silva está considerando reverter o recente aumento das tarifas de importação sobre eletrônicos e bens de capital, uma medida que gerou ampla repercussão negativa desde sua implementação no início deste mês. Essa decisão, que estava prevista no Orçamento e tinha um impacto estimado de R$ 14 bilhões, elevou as tarifas de mais de 1,2 mil produtos para patamares entre 7,2% e 25%, com diversas faixas intermediárias. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a política de aumento de impostos, alegando que ela visa proteger a indústria nacional e que não resultará em um aumento significativo nos preços. No entanto, Haddad também esclareceu que a norma já prevê a possibilidade de revogação das tarifas para itens que não possuem similar nacional. A responsabilidade pela decisão de reverter o aumento das tarifas recai sobre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O comitê executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), liderado pelo MDIC, se reunirá para discutir essa questão. O governo enfrenta críticas intensas da oposição, que compara essa situação à pressão que levou ao recuo em relação à possível taxação do Pix. Além disso, o ambiente político tenso pode complicar outros projetos econômicos, como a cobrança de IOF sobre títulos isentos e a reforma tributária prevista para este ano. Pesquisas recentes indicam uma queda na aprovação do governo, com um levantamento mostrando um empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno.
Fonte: Oeste












