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Governo tenta evitar crise do diesel com medidas emergenciais

O governo brasileiro está em uma corrida contra o tempo para evitar uma crise no setor de combustíveis, especialmente o diesel, em um ano eleitoral crítico. A alta dos preços do petróleo, impulsionada pela instabilidade no Oriente Médio, resultou em um aumento de mais de 11% no preço do litro do diesel, que saltou de R$ 6,08 para R$ 6,80 em apenas uma semana, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse cenário alarmante pressiona a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil. Para enfrentar a situação, o governo anunciou um pacote de medidas que inclui a isenção de impostos federais e uma subvenção aos produtores e importadores de diesel, com o objetivo de reduzir o preço na bomba em R$ 0,64 por litro. No entanto, a eficácia dessas medidas ainda não se mostrou clara, já que a isenção de PIS/Cofins representa apenas 5% do valor final do diesel. Os governadores, por sua vez, se opuseram a cortes no ICMS, alegando que isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas. Diante dessa resistência, o governo propôs zerar o ICMS sobre a importação de diesel até maio, cobrindo metade do valor da arrecadação que será perdida. A elevação nos preços do diesel não afeta apenas os caminhoneiros, mas se espalha por toda a economia, impactando o custo de alimentos e produtos industriais. O economista Fábio Romão prevê que os aumentos devido ao diesel podem elevar a inflação em 0,11 ponto percentual até 2026, alertando para a necessidade de medidas eficazes para mitigar os efeitos econômicos desta crise.

Fonte: G1

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