Em um relatório recente, a Casa Branca reiterou que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, representa uma desvantagem para empresas americanas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard. O documento afirma que o Banco Central do Brasil, ao criar e regular o Pix, pode estar favorecendo o sistema nacional em detrimento de fornecedores americanos. Para instituições com mais de 500.000 contas, o uso do Pix é obrigatório, o que levanta preocupações sobre a concorrência justa no mercado de serviços de pagamento eletrônico. Esta não é a primeira vez que o governo Trump expressa preocupações sobre o impacto do Pix nas empresas americanas. Em julho de 2025, o sistema brasileiro foi mencionado em um contexto mais amplo, onde o governo dos EUA fez referências a práticas desleais relacionadas a serviços de comércio digital. O relatório destaca que o Brasil estaria adotando práticas que favorecem serviços de pagamento desenvolvidos pelo governo, o que pode prejudicar a competitividade de empresas que operam dentro de padrões ambientais e trabalhistas. Além disso, o relatório menciona outras questões relacionadas ao Brasil, como mineração ilegal de ouro e extração de madeira, que também afetam a economia e a competitividade no setor. A Casa Branca expressa preocupação com a regulação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e como a falta de uma proibição à importação de produtos relacionados a trabalho forçado pode impactar negativamente as empresas dos EUA. O projeto de lei que trata da regulamentação dos mercados digitais no Brasil é visto como uma ameaça adicional às empresas americanas, com potenciais multas de até 20% do faturamento global. A análise do governo também abrange questões relacionadas a serviços de valor agregado e a operação de satélites no Brasil, onde as empresas estrangeiras enfrentam condições desiguais em comparação com as brasileiras.
Fonte: G1












