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Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa dos EUA como retaliação

Nesta quarta-feira (11), um grupo de hackers associado ao regime iraniano, identificado como Handala, reivindicou a autoria de um ataque cibernético em larga escala contra a empresa americana Stryker, especializada em tecnologia médica. O ataque, segundo o grupo, foi uma retaliação à ofensiva militar contra o Irã, especialmente em resposta ao ataque brutal a uma escola em Minab, que resultou na morte de 150 pessoas, conforme relatos das autoridades iranianas. O Handala afirmou que a operação cibernética foi um sucesso completo, afetando mais de 200 mil sistemas e extraindo 50 terabytes de dados. A Stryker confirmou que ocorreu uma interrupção global de sua rede, mas informou não haver indícios de ransomware ou malware, acreditando que o incidente esteja contido. O grupo Handala, conhecido por sua ligação com o regime iraniano, já havia realizado uma série de ataques contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico, alegando ter acesso total a câmeras de segurança em Jerusalém. O chefe de inteligência cibernética da empresa israelense Check Point destacou que o Handala foi monitorado nos últimos anos. Apesar das afirmações do grupo, a AFP não conseguiu verificar independentemente a veracidade desses relatos. A Stryker, com sede em Michigan, é uma das maiores empresas de dispositivos médicos do mundo, com uma receita projetada de US$ 25,12 bilhões para 2025. O ataque à Stryker é visto como parte de uma escalada nas tensões cibernéticas globais, especialmente entre o Irã e seus adversários, incluindo os Estados Unidos e Israel.

Fonte: G1

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