Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou que guerras geram perdas econômicas significativas e prolongadas nos países que enfrentam conflitos. Segundo a pesquisa, a produção econômica nesses países pode cair em média cerca de 7% ao longo de cinco anos, e as consequências econômicas podem perdurar por mais de uma década. O relatório, que será publicado na próxima terça-feira, analisa os custos dos conflitos ativos, atualmente em níveis alarmantes, os mais altos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e as implicações macroeconômicas do aumento dos gastos militares. Embora o relatório não aborde especificamente a atual guerra no Oriente Médio ou o recente cessar-fogo anunciado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele oferece uma visão abrangente das economias em tempos de guerra desde 1946, incluindo dados sobre os gastos com armamentos de 164 países. O FMI destacou que, além do impacto devastador na vida das pessoas, as guerras impõem custos econômicos substanciais e duradouros, criando desafios macroeconômicos, especialmente para nações em conflito. Mesmo países que não são diretamente afetados por combates podem sentir os efeitos negativos, como a destruição econômica e as perdas financeiras dos vizinhos ou parceiros comerciais. As projeções do FMI para o crescimento global foram reavaliadas, prevendo um cenário de crescimento mais lento e inflação elevada, especialmente em decorrência das tensões no Irã, segundo a diretora-gerente Kristalina Georgieva. O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, também comentou que o conflito resultará em crescimento mais lento e inflação elevada, independentemente da duração da guerra. O relatório reforça que os conflitos contribuem para a depreciação da moeda, perdas de reservas e aumento da inflação, ampliando o estresse econômico em nível global.
Fonte: G1










