O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (3) que indicou o atual secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, para a diretoria do Banco Central. Apesar da confirmação da indicação, Haddad esclareceu que a decisão final ainda não foi tomada por Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro criticou o vazamento da informação, que ocorreu há três meses, e disse que isso não ajudou os envolvidos. ‘Se quis ajudar, não ajudou. Se quis atrapalhar, agiu mal’, afirmou Haddad em entrevista à Band News.
A divulgação da indicação causou apreensão entre analistas do mercado financeiro, que temem que o perfil desenvolvimentista de Mello, favorável a cortes rápidos na taxa de juros, possa impactar negativamente o controle da inflação. Mello possui formação acadêmica sólida, com graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), além de ser mestre e doutor em Economia Política pela mesma instituição.
Haddad também indicou o professor Tiago Cavalcanti, da Universidade de Cambridge, para a diretoria do Banco Central. As vagas na diretoria foram abertas no início deste ano após a saída de diretores indicados por Jair Bolsonaro. Com a autonomia do Banco Central, os diretores são escolhidos pelo presidente da República para mandatos de quatro anos.
A atual diretoria já conta com a maioria de integrantes indicados pela gestão petista desde 2025. O diretor de Política Econômica, cargo para o qual Mello foi indicado, desempenha um papel crucial na definição da taxa básica de juros, que atualmente está em seu nível mais alto em quase duas décadas. O Banco Central sinalizou que iniciará cortes na taxa de juros em março, durante a próxima reunião do Copom, que decide sobre a Selic. Este diretor é responsável por apresentar a situação macroeconômica do Brasil e recomendações sobre política monetária nas reuniões do Copom.
Fonte: G1









