O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez declarações impactantes durante uma entrevista ao Podcast Flow, onde afirmou que o Banco Master tentou alterar as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no Congresso Nacional, visando aumentar o limite de garantia para seus clientes. De acordo com Haddad, o banco buscava elevar o teto de cobertura por credor dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão em situações de liquidação de instituições financeiras. Essa mudança, segundo o ministro, permitiria ao Banco Master captar recursos de maneira mais eficaz no mercado.
Haddad criticou a estratégia do controlador do Master, Daniel Vorcaro, que estruturou o modelo de negócios do banco com base nas garantias do FGC. O ministro alegou que o objetivo de Vorcaro era retirar dinheiro do fundo para cobrir os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco, o que configuraria uma operação arriscada e potencialmente prejudicial. Ele afirmou que nem mesmo o FGC conseguiria suportar os danos financeiros que essa manobra poderia causar.
Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro reconheceu que o plano de negócios do banco dependia completamente do FGC, que é responsável por garantir valores aplicados em produtos financeiros até o limite estabelecido por lei. Haddad também destacou que, caso o aumento do teto de cobertura fosse aprovado, o Banco Master teria maior liberdade para oferecer títulos de maior risco com taxas de juros mais altas, ampliando sua captação de recursos.
Apesar das críticas ao modelo de negócios do Banco Master, o ministro não vê risco sistêmico para a economia brasileira, argumentando que quaisquer prejuízos estariam concentrados no FGC. Ele acredita que Vorcaro explorou uma brecha na legislação, mas isso não representa uma ameaça à estabilidade da economia do país.
Fonte: Oeste







