O início do Festival de Cinema de Berlim deste ano foi marcado por uma polêmica sobre o quanto o cinema deve se envolver com questões políticas. No entanto, para a renomada atriz franco-palestina Hiam Abbass, essa discussão é irrelevante, pois ela acredita que “tudo o que fazemos é um ato político”. Em entrevista à AFP, Abbass, que está estrelando em dois filmes apresentados no festival, ressaltou a importância de uma abordagem politicamente engajada na sétima arte. Para ela, o cinema não deve ser visto apenas como entretenimento, mas como uma plataforma poderosa para abordar questões sociais e políticas relevantes. Essa perspectiva reflete uma visão crítica sobre o papel da arte na sociedade, defendendo que os artistas têm a responsabilidade de utilizar seus trabalhos para provocar reflexões e debates sobre temas que afetam a vida das pessoas. Enquanto a discussão sobre o papel político do cinema continua, Abbass se posiciona firmemente ao lado daqueles que acreditam que a arte deve ser uma forma de ativismo. Ao trazer à tona a conexão entre cinema e política, ela convida o público a considerar como as histórias contadas na tela podem impactar a sociedade e fomentar mudanças significativas. Assim, o Festival de Berlim se torna não apenas um espaço para celebração do cinema, mas também um campo de batalha de ideias e valores.
Fonte: Al‑Monitor












