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Hungria pode vetar sanções da UE e ajuda à Ucrânia em meio a ataques

A Hungria está se preparando para vetar o novo pacote de sanções da União Europeia dirigido à Rússia e um empréstimo de € 90 bilhões destinado à Ucrânia. Essa postura se intensificou após ataques em Odessa, que resultaram em duas mortes, na véspera do quarto aniversário da invasão russa em larga escala. O governo húngaro, juntamente com a Eslováquia, responsabiliza a Ucrânia pelo atraso na retomada do envio de petróleo russo pelo gasoduto Druzhba, sendo os únicos membros da União Europeia que ainda dependem desse fornecimento.

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, afirmou que não há hostilidade em relação à Ucrânia, mas criticou o comportamento do governo ucraniano, que considera hostil. O primeiro-ministro Viktor Orbán enviou uma carta ao presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, descrevendo a interrupção do gasoduto como um “ato de hostilidade não provocado” que compromete a segurança energética da Hungria. Orbán destacou que não aprovará o empréstimo até que o problema seja resolvido.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por sua vez, fez declarações contundentes sobre a postura russa, alegando que Putin já iniciou uma nova guerra mundial e que a comunidade internacional precisa agir. Enquanto isso, os esforços dos Estados Unidos para mediar um acordo entre Moscou e Kiev não têm avançado, evidenciando a complexidade da situação. A Hungria, ao se posicionar contra o pacote de sanções, demonstra sua resistência às pressões da UE e reafirma sua dependência do petróleo russo, o que pode ter repercussões significativas nas relações entre os países europeus e em todo o continente.

Fonte: Oeste

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