A inadimplência no Sistema Financeiro Nacional (SFN) teve um aumento de 0,2 ponto percentual em janeiro em comparação a dezembro de 2025, alcançando 4,2%. Este dado foi divulgado pelo Banco Central e indica uma deterioração gradual na qualidade dos financiamentos, refletindo a atual crise econômica que o país enfrenta. O crédito às empresas também registrou aumento, com a inadimplência subindo para 2,6%, enquanto o crédito às famílias viu sua taxa de inadimplência subir para 5,2%, mantendo-se em um patamar elevado.
No segmento de crédito com recursos livres, onde as condições são definidas entre bancos e clientes, a inadimplência cresceu 0,1 ponto percentual, chegando a 5,5%. Entre as pessoas jurídicas, a inadimplência em carteiras livres avançou para 3,3%, enquanto para pessoas físicas o índice se manteve em 6,9%, ainda em níveis considerados preocupantes.
O endividamento das famílias atingiu 49,7% ao final de 2025, um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao ano anterior, próximo ao recorde histórico de 49,9% registrado em julho de 2022. O comprometimento da renda das famílias também aumentou, alcançando 29,2% em 2025, revelando a pressão financeira que muitas famílias estão enfrentando.
A taxa básica de juros, a Selic, permanece em 15% ao ano, o que torna o crédito mais caro e dificulta a renegociação das dívidas. O mercado espera uma redução na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, mas os efeitos sobre a inadimplência devem ser sentidos de forma gradual, com uma melhora mais significativa esperada apenas para 2027. A Federação Brasileira de Bancos tem alertado sobre a deterioração da carteira de crédito, especialmente no que se refere ao crédito livre às famílias, o que indica que a situação financeira das famílias brasileiras continua a exigir atenção urgente.
Fonte: Oeste









