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Inflação na Argentina atinge 2,9% em fevereiro, maior em um ano

A inflação na Argentina registrou 2,9% em fevereiro, conforme indicado pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Esse número superou as expectativas de economistas e permaneceu estável em relação ao mês anterior, marcando o maior índice em quase um ano. No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, a inflação chegou a 33,1%, uma leve alta em relação aos 32,4% registrados anteriormente. Os setores que mais impactaram esse aumento foram habitação, água, eletricidade, gás e combustíveis, com alta de 6,8%, seguidos por alimentos e bebidas não alcoólicas, que subiram 3,3%. O presidente Javier Milei reiterou seu compromisso de reduzir a inflação a zero até agosto, enquanto suas autoridades se reúnem com representantes da Casa Branca em busca de apoio econômico. Apesar das promessas, a pesquisa do Banco Central da Argentina mostra que os analistas ainda esperam uma desaceleração da inflação, embora a expectativa para o fim do ano tenha aumentado. A administração de Milei implementou reformas econômicas rigorosas, incluindo cortes de subsídios, o que levou a um aumento expressivo nos preços. A crise política, acentuada por um escândalo de corrupção envolvendo a irmã do presidente, Karina Milei, e uma derrota nas eleições da província de Buenos Aires, impactaram negativamente a confiança do mercado e a moeda local, que desvalorizou significativamente. No entanto, a ajuda financeira dos Estados Unidos e o acordo com o FMI podem trazer um respiro para a economia argentina, que busca estabilizar a inflação e atrair investimentos em meio a um cenário desafiador.

Fonte: G1

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