A reação agressiva de figuras como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS expõe a farsa da suposta defesa das instituições democráticas. A proteção concedida por esses ministros a indivíduos que roubam aposentadorias é um reflexo do discutido Inquérito das Fake News, que, embora anunciado como uma salvaguarda do Estado de Direito, tem se mostrado uma ferramenta de autoproteção para os magistrados e seus familiares. Além disso, vale lembrar que a abertura desse inquérito coincide com a investigação da Receita Federal sobre o patrimônio de Gilmar Mendes, revelando uma tentativa de proteger a elite do Judiciário de qualquer escrutínio. Mendes, ao invés de tratar a investigação como um procedimento padrão, reagiu com indignação, sugerindo que qualquer investigação sobre corrupção dentro do Judiciário é um ataque à democracia. O Inquérito das Fake News, portanto, se torna um instrumento de exceção, permitindo que a cúpula do Judiciário opere sem a devida fiscalização. A atual obstrução de justiça por parte da Suprema Corte em escândalos de corrupção é um desdobramento desse cenário. A questão que permanece é: quem pode investigar aqueles que detêm o poder de investigar, acusar e julgar? Enquanto essa pergunta não for respondida, qualquer mecanismo criado em nome da proteção institucional se tornará uma ferramenta de autopreservação. O Inquérito das Fake News é o exemplo mais visível desse processo, e Gilmar Mendes é o rosto desse embuste.
Fonte: Oeste












