Em 2026, a bolsa de valores brasileira, B3, registrou um retorno significativo de capital estrangeiro, com saldo de R$ 42,56 bilhões nos dois primeiros meses do ano, o terceiro maior valor para o período na última década, conforme levantamento da consultoria Elos Ayta. Esse fluxo positivo impulsionou o Ibovespa, que atingiu um recorde histórico, superando a marca de 190 mil pontos. No entanto, a escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente após os recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, trouxe incertezas para os investidores, resultando em uma queda de 5% na bolsa desde o início do conflito, fazendo o índice recuar para menos de 180 mil pontos. Especialistas indicam que, apesar das incertezas, a entrada de capital estrangeiro pode continuar ao longo de 2026, embora o ritmo dependa das condições internacionais. Fatores como os juros altos no Brasil, que se encontram em 15% ao ano, e a percepção de ações brasileiras como oportunidades atraentes, têm contribuído para o retorno dos investidores internacionais. Apesar da desaceleração recente, o Ibovespa ainda tem potencial para alcançar novos patamares, especialmente se o cenário de guerra se estabilizar. Contudo, o movimento global de busca por ativos considerados seguros, como o dólar e o ouro, pode impactar a confiança no mercado de ações emergentes, fazendo com que investidores se tornem mais cautelosos. Nesse contexto, a vigilância sobre os eventos internacionais é crucial para a evolução do mercado brasileiro.
Fonte: G1












