O Irã anunciou nesta quarta-feira, 8, que decidiu fechar novamente o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, e ameaçou romper o cessar-fogo de duas semanas estabelecido com os Estados Unidos. A decisão foi motivada pelo bombardeio israelense ao Líbano. A Marinha iraniana declarou que quaisquer navios que tentarem atravessar o Estreito sem a devida autorização de Teerã estarão sujeitos a destruição. As autoridades iranianas afirmaram: “Qualquer embarcação que tentar entrar no mar será alvejada e destruída”. Essa declaração ressalta a crescente tensão na região, especialmente após os ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, que ocorreram logo após o anúncio do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a interrupção de suas operações contra o Irã, mas continuam a realizar ataques pontuais contra o Hezbollah no Líbano. A escalada de hostilidades levou o Irã a reconsiderar o acordo feito com Washington. Além disso, o país tem realizado ações militares em outras áreas do Golfo, incluindo ataques ao Kuwait, que resultaram em danos a usinas de energia e instalações petrolíferas. Relatos de movimentações e alertas de segurança também foram registrados nos Emirados Árabes Unidos, aumentando o risco de uma escalada regional, mesmo após a implementação do cessar-fogo.
Fonte: Oeste











