O Irã se aproveita da tensão gerada pela guerra com os Estados Unidos e Israel, cobrando taxas exorbitantes de embarcações que desejam passar pelo Estreito de Ormuz. Recentemente, surgiram notícias de que o país estaria exigindo até 2 milhões de dólares (cerca de R$ 10,45 milhões) para garantir uma “passagem segura” para navios de petróleo e gás. Essa cobrança, se confirmada, transformaria um dos principais corredores marítimos do mundo em um pedágio arriscado, em meio a um cenário onde um quinto do petróleo e gás consumidos globalmente transita por essa região. Embora autoridades iranianas tenham negado essa prática, um parlamentar confirmou que as taxas estão sendo cobradas como parte de um novo regime de soberania no estreito, justificando como uma forma de cobrir os custos de guerra. Especialistas em direito marítimo afirmam que essa cobrança poderia violar o direito internacional, que garante a liberdade de navegação. Além disso, o Irã anunciou que permitirá a passagem de “embarcações não hostis” mediante coordenação prévia, aumentando a pressão sobre a comunidade internacional para encontrar uma solução que garanta a segurança marítima na região. Enquanto isso, o governo dos EUA, sob a liderança de Donald Trump, busca uma missão de patrulha para proteger a navegação comercial, mas muitos países europeus resistem a esse envolvimento imediato. O cenário continua instável, com o Irã mantendo suas produções e exportações de petróleo, aproveitando-se da alta dos preços do petróleo gerada pelo conflito.
Fonte: G1











