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Jornalista americana é libertada em meio a tensões no Iraque

A jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que havia sido sequestrada em Bagdá no dia 31 de março por uma milícia xiita próxima ao Irã, foi finalmente libertada nesta terça-feira, 7. A confirmação veio através de dois funcionários do governo ao site Al-Monitor. Kittleson estava atuando para este site, com sede em Washington, durante seu sequestro. Autoridades que preferiram não se identificar não forneceram detalhes sobre as circunstâncias da libertação ou se houve condições específicas envolvidas. Um informante indicou que, na terça-feira, ela estaria nas dependências do gabinete do primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia’ al-Sudani, que busca equilibrar as relações do Iraque com os Estados Unidos e o Irã. Mais cedo, a milícia terrorista Kataib Hezbollah anunciou em uma mensagem no Telegram que havia decidido libertar Kittleson, mas sob a condição de que ela deixasse o país imediatamente. O grupo justificou sua decisão como um reconhecimento das ‘posições patrióticas’ do primeiro-ministro. Essa milícia, que se formou em 2007 com apoio do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, é uma das mais influentes do Iraque e faz parte do chamado ‘eixo de resistência’ no Oriente Médio. Apesar das declarações do Kataib Hezbollah, nem o governo dos EUA nem o governo iraquiano confirmaram oficialmente a libertação da jornalista. Informações de fontes de inteligência iraquianas sugerem que Kittleson pode ter sido mantida em Jurf al-Sakhar, uma área dominada por milícias xiitas que operam atividades ilícitas e são conhecidas por atacarem forças americanas no Iraque. A situação continua a ser monitorada, dado o potencial que a libertação de Kittleson pode ter em influenciar a dinâmica política na região.

Fonte: Oeste

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