Desde o início do conflito, as autoridades iranianas intensificaram a repressão, resultando em uma situação alarmante nas ruas de Teerã. Um novo e inquietante cenário tem deixado os moradores em estado de tensão: adolescentes armados com metralhadoras patrulhando a cidade. Este fenômeno é parte de uma estratégia de segurança que tem como objetivo controlar a população em meio à guerra contra os Estados Unidos e Israel. Durante as primeiras semanas do conflito, diversas barreiras de segurança foram estabelecidas em pontos estratégicos da capital, com a presença de veículos policiais e militares, além de cones de trânsito e barricadas bloqueando as vias. Essa militarização das ruas tem gerado um clima de medo e incerteza entre os cidadãos, que se sentem cada vez mais inseguros em sua própria cidade. A presença de jovens armados, que deveriam estar em ambientes educacionais e de desenvolvimento, levanta questões sobre a manipulação e o uso de crianças e adolescentes em situações de conflito. Além disso, essa situação reflete a deterioração da segurança e dos direitos humanos no Irã, onde a opressão se torna uma prática comum sob a justificativa de proteger a ordem pública. Os moradores de Teerã, portanto, enfrentam não apenas a ameaça de um conflito externo, mas também a inquietante realidade de uma força policial cada vez mais violenta e intimidatória em suas vidas diárias.
Fonte: Al‑Monitor









