Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, fez um discurso extenso em seu Parlamento, conhecido por ser um órgão que aprova as decisões do regime sem questionamentos. Durante sua fala, ele afirmou que o poder nuclear de seu país é essencial para proteger a nação da hostilidade dos Estados Unidos. Essa declaração vem em um contexto de crescente tensão global, especialmente em razão da guerra no Irã, que Kim utiliza como justificativa para reafirmar a importância de sua capacidade nuclear. O líder norte-coreano argumenta que, em tempos de conflitos e ameaças, a segurança nacional deve ser garantida por meio de um arsenal militar robusto. Ele não hesitou em criticar a influência americana na região, alegando que os EUA buscam desestabilizar países soberanos e impor sua vontade. Esse discurso reflete a postura beligerante do regime de Pyongyang, que se vê cercado por potências nucleares e que frequentemente utiliza a retórica do medo para consolidar seu poder interno. A ênfase de Kim na defesa nuclear é uma tentativa de unificar a população em torno de uma ameaça externa, além de reforçar sua posição no cenário internacional, onde busca reconhecimento e respeito, mesmo em meio a sanções e isolamento. Este tipo de declaração é comum em regimes autoritários, que frequentemente encontram em inimigos externos uma forma de legitimar suas ações e justificar suas políticas repressivas internamente.
Fonte: New York Times












