O leilão da concessão da Rota Mogiana acontece nesta sexta-feira, dia 27, às 14h, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O objetivo é definir qual empresa ficará responsável pela administração de 520 quilômetros de rodovias estaduais em São Paulo pelos próximos 30 anos. O projeto prevê um investimento de R$ 9,4 bilhões para a ampliação, modernização e manutenção das estradas, impactando diretamente nove cidades na região de Campinas e beneficiando cerca de 2,3 milhões de pessoas.
Quatro grupos apresentaram propostas para a concessão: Motiva (anteriormente CCR), MC Brazil Concessões Rodoviárias (do fundo Mubadala), EPR Participações e o Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos. A empresa que oferecer o maior valor ao governo será a vencedora. A concessionária escolhida será responsável pelas obras e pela manutenção da malha rodoviária, além da operação do pedágio, que será supervisionada pela agência reguladora estadual.
Entre as melhorias previstas estão a duplicação de mais de 217 quilômetros de vias e a implementação de um sistema de pedágio free-flow, que promete uma redução inicial nas tarifas de até 29% em algumas praças. Contudo, especialistas alertam que, apesar da redução nas tarifas, a concessão também pode representar custos diretos ao usuário ao longo do contrato de 30 anos. O governo de São Paulo destaca que a concessão foi baseada em estudos técnicos e que as concessões rodoviárias têm contribuído para a redução de acidentes e mortes nas estradas.
As rodovias que serão incorporadas incluem trechos atualmente operados tanto pela Renovias quanto por outras empresas privadas, unificando a administração e as obras previstas ao longo de todo o corredor rodoviário. A expectativa é que a modernização traga melhorias significativas na fluidez do tráfego e na segurança viária, refletindo em benefícios diretos para a população que utiliza essas vias diariamente.
Fonte: G1






