Leonid Radvinsky, bilionário ucraniano-americano e proprietário do OnlyFans, faleceu recentemente, deixando um legado significativo na indústria das redes sociais. Sob sua gestão, a plataforma passou de um serviço de nicho para um fenômeno global, mudando a dinâmica de outras redes sociais. Fundado em 2016 pelo britânico Tim Stokely, o OnlyFans inicialmente não tinha um foco claro e era utilizado para disponibilizar diversos tipos de conteúdo, desde cursos até performances artísticas. No entanto, a compra da plataforma por Radvinsky em 2018, que adquiriu uma participação majoritária, foi um ponto de virada. Com sua vasta experiência no mercado de conteúdo adulto, Radvinsky direcionou a plataforma para atrair mais criadores desse segmento. A verdadeira explosão do OnlyFans ocorreu durante a pandemia, quando muitas pessoas buscavam novas fontes de renda em casa e estavam mais dispostas a pagar por conteúdo adulto. Em 2019, a plataforma contava com 13 milhões de contas de fãs e 348 mil criadores. Ao final de 2020, esses números saltaram para 82 milhões de usuários e 1,6 milhão de criadores. Celebridades como Cardi B e Bella Thorne se juntaram à plataforma, atraindo ainda mais atenção, embora focando em conteúdo não sexual. O modelo de comissões do OnlyFans, onde os criadores recebem 80% dos ganhos com assinaturas, em contraste com outras redes sociais que oferecem comissões menores, resultou em um crescimento exponencial. Até o final de 2024, o OnlyFans registrou 377 milhões de contas de fãs e 4,6 milhões de criadores, com um faturamento de US$ 1,4 bilhão, solidificando seu status como uma das principais plataformas de conteúdo exclusivo.
Fonte: G1










