O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou na terça-feira, 3, o envio de reforços militares ao Oriente Médio, destacando o deslocamento do porta-aviões Charles de Gaulle, que já está em rota para o Mediterrâneo acompanhado por uma frota de fragatas. Durante um pronunciamento televisionado, Macron revelou que o navio, seus meios aéreos e uma frota de apoio seguirão para a região, além do envio de caças Dassault Rafale, sistemas de defesa antiaérea e aeronaves de radar que foram mobilizados nas últimas horas.
Além disso, a França enviará a fragata Languedoc e equipamentos antiaéreos para Chipre, após um ataque de drone à base britânica de RAF Akrotiri. Em resposta a esse episódio, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, também anunciou o envio de um navio de guerra e helicópteros para a área. Macron comentou a ameaça do Irã de atacar embarcações que cruzem o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás natural. O fechamento da região pelo Irã levou grandes empresas de navegação a suspenderem suas operações.
Nesse cenário de tensão, Macron defendeu a formação de uma coalizão internacional, incluindo forças militares, para garantir a proteção das principais rotas marítimas globais. Ele destacou que a França já abateu drones ‘em legítima defesa’ desde o início do conflito e que suas bases militares na região sofreram ataques limitados. O presidente também anunciou a ampliação do investimento em armamento nuclear, afirmando que o número de ogivas nucleares será aumentado. Essa decisão é parte da modernização do arsenal francês e visa assegurar que a capacidade nuclear do país permaneça eficaz, especialmente em um contexto de crescente preocupação com a segurança na Europa. Macron reafirmou que a decisão sobre o uso de armas nucleares será sempre uma prerrogativa exclusiva do presidente francês.
Fonte: Oeste












