Durante a sessão da CPMI do INSS realizada nesta segunda-feira, 23, o deputado Maurício Marcon (PL-RS) fez graves acusações contra o líder do governo na comissão, Paulo Pimenta (PT-RS). Marcon alegou que Pimenta estaria envolvido em uma tentativa de descredibilizar uma testemunha chave do colegiado. Em seu depoimento, o parlamentar chamou a atenção para o artigo 4º do regimento da CPI, que proíbe fraudes no andamento dos trabalhos legislativos. Ele afirmou que, segundo informações veiculadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, Pimenta teria participado de uma reunião em Brasília com o objetivo de comprometer a credibilidade do advogado Eli Cohen, que denunciou um esquema de fraudes no INSS. Marcon relatou que um policial aposentado, que teria gravado a reunião, fez acusações contra Cohen, afirmando que ele teria sido pago para depor contra o governo. No entanto, o policial posteriormente desmentiu suas declarações, alegando que tudo não passava de uma mentira. Marcon enfatizou que essas manobras visam obstruir a verdade e proteger os interesses do governo. O deputado também criticou a falta de apoio dos parlamentares governistas para a prorrogação da CPMI, insinuando que eles desejam que os fatos sejam esquecidos. Em resposta, Paulo Pimenta minimizou as acusações, chamando-as de irrelevantes e afirmando que não havia provas concretas que justificassem as alegações. A tensão entre os membros da comissão reflete o clima conturbado da política nacional, onde as disputas de poder e a busca por accountability estão em evidência.
Fonte: Oeste












