O mercado imobiliário brasileiro mostrou sinais de recuperação em março de 2026, com o Índice FipeZAP registrando uma alta de 0,48%. Este resultado representa a maior valorização do trimestre e indica uma recuperação gradual dos preços de venda em todo o país. O crescimento foi amplamente disseminado, atingindo todas as 56 cidades monitoradas, incluindo as 22 capitais. Cidades como Fortaleza, Vitória e Natal se destacaram com aumentos superiores a 1%, evidenciando um dinamismo maior fora do eixo tradicional.
Comparando com meses anteriores, a alta de março é significativa, superando as variações de 0,32% em fevereiro, 0,20% em janeiro e 0,28% em dezembro. Mesmo com esse avanço, o índice ainda se encontra abaixo da inflação acumulada no período, que foi de 1,48%, sinalizando uma leve perda de valor real dos imóveis. A valorização foi mais intensa entre imóveis menores, com unidades de um dormitório subindo 0,65%, enquanto imóveis maiores tiveram alta mais modesta.
Ao longo do primeiro trimestre, o índice acumulou uma alta de 1,01%, mas ainda assim, o crescimento não acompanha a inflação. Regionalmente, 51 das 56 cidades registraram valorização, destacando-se Belém, Manaus e Fortaleza. Em um panorama de 12 meses, o Índice FipeZAP acumulou alta de 5,62%, superando a inflação ao consumidor, que foi de 3,69%. O preço médio dos imóveis residenciais atingiu R$ 9.720 por metro quadrado, com Vitória liderando os valores entre as capitais. Este cenário aponta para uma recuperação moderada do mercado imobiliário, sensível às condições econômicas, como juros e renda das famílias.
Fonte: Oeste












