Enquanto explosões ecoavam em Dubai devido à interceptação de mísseis iranianos, Marion Kuria, uma migrante queniana de 36 anos, sentiu o tremor percorrer seu prédio. Após o susto, ela, assim como muitos outros migrantes africanos na região do Golfo, decidiu voltar ao trabalho, motivada pela necessidade de sustento e pela escassez de alternativas. Marion, que vive na cidade há sete anos e atua no setor de varejo, compartilhou com a AFP que a sensação do impacto foi intensa, descrevendo a ansiedade como “extremamente alta”. Este cenário ressalta a realidade difícil enfrentada por muitos trabalhadores migrantes, que, mesmo diante de situações de risco, sentem-se obrigados a continuar suas atividades para garantir a sobrevivência. A incerteza e o medo tornam-se parte do cotidiano, mas a necessidade de prover para si e suas famílias prevalece. Esses migrantes, que muitas vezes deixam seus países em busca de melhores oportunidades, enfrentam não apenas os desafios do trabalho em uma terra estranha, mas também as consequências de conflitos e instabilidades políticas na região, que podem impactar diretamente suas vidas e segurança. A resiliência desses trabalhadores é admirável, pois eles buscam se manter firmes em suas jornadas, apesar dos perigos que os cercam.
Fonte: Al‑Monitor







