O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou a decisão de não acatar o pedido da Polícia Federal, respaldado pelo Ministério Público Federal (MPF), que solicitava a prisão preventiva da deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE). Em vez disso, o ministro optou pela imposição de tornozeleira eletrônica à parlamentar. Essa decisão foi tomada no contexto da nova fase da Operação Sem Desconto, que foi deflagrada pela PF. Mendonça determinou que a deputada não pode se comunicar com os demais investigados e testemunhas, e impôs restrições severas à sua liberdade, incluindo a proibição de deixar o município onde reside, exceto para viagens a Brasília, e a entrega de seu passaporte à Polícia Federal.
Além disso, a deputada deverá cumprir recolhimento domiciliar durante as noites e fins de semana. O ministro afirmou que, apesar dos indícios que sugerem o envolvimento da parlamentar em um esquema criminoso, é fundamental agir com cautela ao aplicar medidas judiciais a parlamentares, uma vez que isso pode impactar o exercício do mandato.
As investigações revelaram que a deputada Gorete Pereira atuou como articuladora política em um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos no INSS, recebendo valores por meio de terceiros e empresas de fachada. A Polícia Federal destacou que ela controlava uma entidade utilizada para facilitar essas fraudes e tinha vínculos diretos com os investigados. A situação da parlamentar deve ser acompanhada de perto, e a defesa dela ainda não se manifestou sobre o caso.
Fonte: Oeste












