O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi flagrado utilizando jatos de empresários para se deslocar ao resort Tayayá, no Paraná, em pelo menos três ocasiões durante 2025. A informação foi confirmada por um levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, que cruzou dados de passageiros do terminal executivo de Brasília com registros das equipes de apoio do STF. Toffoli, que foi sócio do resort, visitou o local logo após vender sua participação no negócio em fevereiro do ano passado. Entre os empresários cujas aeronaves foram utilizadas, destaca-se Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Paulo Humberto Barbosa, atual proprietário do resort. Em um dos episódios, servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região foram enviados a Ribeirão Claro (PR) para garantir a segurança do ministro antes de sua decolagem em um avião de Pastore. Além disso, a conexão entre Toffoli e o grupo de Vorcaro aparece em vários registros oficiais, incluindo a venda de parte de suas cotas no Tayayá ao fundo Arleen, vinculado ao Master. O ministro embarcou em um voo da Prime com destino a Marília (SP) em julho de 2025, enquanto a escolta do tribunal já estava no resort paranaense desde o dia anterior. Em um total, Toffoli registrou sua presença no terminal de Brasília 13 vezes no último ano, com diferentes variações de grafia em seu nome e documentos. É importante notar que Toffoli não é o único membro do STF a utilizar jatos do grupo investigado; outros ministros, como Alexandre de Moraes e Nunes Marques, também têm registros de voos na Prime. Moraes, por exemplo, fez oito viagens entre maio e outubro de 2025, incluindo um encontro com Vorcaro em São Paulo. A defesa dos ministros alega que as viagens eram de natureza privada, mas documentos revelam a proximidade entre a cúpula do Judiciário e empresários com interesses nos tribunais, levantando questões sobre a imparcialidade e a ética no exercício da função pública.
Fonte: Oeste











