Na última quinta-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um recurso apresentado pela defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022. Tagliaferro é conhecido por ter divulgado a Vaza Toga, que expôs a existência de um departamento paralelo no TSE. A decisão de Moraes foi de manter a citação de Tagliaferro por edital, ao invés de aceitar a proposta da defesa de utilizar uma carta rogatória, embora os advogados Filipe de Oliveira e Paulo Faria aleguem que Moraes tem conhecimento do paradeiro do ex-assessor, que atualmente reside na Itália. Os advogados argumentam que a citação não foi realizada de forma apropriada. Em sua decisão, Moraes afirmou que os embargos de declaração visavam apenas a contestação de suas conclusões e não tinham o propósito correto para este tipo de recurso. Ele destacou que a análise judicial foi completa e não necessitava de ajustes. Essa postura de Moraes, que ignora as alegações da defesa, reforça sua postura autoritária e de perseguição política, que tem sido uma constante no atual cenário do STF. A manutenção do procedimento contra Tagliaferro revela a continuidade da repressão àqueles que se opõem ao status quo, levantando questões sobre a liberdade de expressão e a transparência nas instituições judiciais.
Fonte: Oeste












