A uma semana do fechamento da janela partidária para as eleições de outubro, cerca de 25% dos deputados já mudaram de partido durante o mandato na Câmara dos Deputados. Essa movimentação promete impactar as atividades legislativas na próxima semana, além de reconfigurar o equilíbrio de forças entre os partidos. O PL, por exemplo, retoma o protagonismo, enquanto o União Brasil enfrenta uma diminuição significativa, e o PSDB ensaia uma recuperação. Desde 2022, 23% dos deputados federais trocaram de legenda, com alguns fazendo isso mais de uma vez.
Entre as mudanças, destaca-se o caso de Vanderlan Alves (CE), que, após ser suplente pelo União Brasil, migrou para o Republicanos e, em seguida, para o Solidariedade na busca pela reeleição. Outra reviravolta é a de Magda Mofatto (GO), que deixou o PL, ingressou no PRD, retornou ao PL e agora considera mais uma troca, enquanto Duarte Jr. (MA) procura um novo partido após divergências no PSB.
A janela oficial começou em 5 de março, permitindo que os deputados trocassem de partido sem risco de perder o mandato, mas a movimentação começou antes. Até o momento, 48 parlamentares já mudaram de legenda, incluindo o ex-ministro Ricardo Salles (SP), que trocou o PL pelo Novo para disputar o Senado, e Luciano Zucco, que deixou o Republicanos pelo PL, buscando apoio para a candidatura ao governo do Rio Grande do Sul.
O cenário se inverteu recentemente, com o PL crescendo novamente, impulsionado pelo desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, ganhando 18 deputados desde a abertura da janela. Enquanto isso, o União Brasil passa por um momento de retração, perdendo 20 deputados e enfrentando novas saídas. A federação com o PP e a nova direção nacional, sob Antônio Rueda, são fatores que acirram a disputa interna por vagas. O PSDB, por sua vez, tenta se reerguer após anos de declínio, atraindo novos deputados, mas ainda distante de sua antiga influência. O Podemos também avança, enquanto o PT não sofreu grandes alterações com a janela partidária.
Fonte: Oeste












