Três petroleiros operados por Omã, um navio de carga de propriedade francesa e um transportador de gás de propriedade japonesa cruzaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira, de acordo com dados de navegação. Essa movimentação reflete a política do Irã de permitir a passagem de embarcações que considera amigáveis. O estreito é uma rota crucial, responsável por cerca de um quinto do fluxo de petróleo e gás natural liquefeito global. Após ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, que ampliaram o conflito na região, o Irã inicialmente fechou o Estreito. Contudo, posteriormente, o governo iraniano anunciou que permitiria a passagem de navios que não possuem vínculos com os Estados Unidos ou Israel. Essa decisão pode ser vista como uma tentativa de o Irã reafirmar seu controle sobre uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, enquanto busca evitar uma escalada maior nas tensões com potências ocidentais. A situação no Estreito de Ormuz continua a ser monitorada de perto, uma vez que qualquer interrupção significativa na navegação pode impactar os mercados globais de energia. O acompanhamento das atividades marítimas na região é essencial para compreender as dinâmicas geopolíticas em constante mudança que afetam o comércio internacional e a segurança do transporte marítimo.
Fonte: Al‑Monitor







