O neurologista Vicente José Schiavão, de 69 anos, residente em Avaré, São Paulo, compartilhou sua experiência com a polilaminina, uma substância em fase experimental destinada a pacientes com lesão medular. Após sofrer uma fratura espontânea na coluna enquanto dormia, Schiavão perdeu os movimentos e a sensibilidade da cintura para baixo. Com autorização judicial, ele iniciou o tratamento, que ainda aguarda a aprovação da Anvisa quanto à sua eficácia e segurança. Desenvolvida pela equipe da bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, em parceria com o laboratório Cristália, a polilaminina tem gerado expectativas no tratamento de paraplegias e tetraplegias. Schiavão relatou que, após duas semanas de tratamento, observou melhoras discretas, incluindo um leve aumento da sensibilidade nas coxas e pernas, bem como algum controle sobre os movimentos do pé direito. Apesar de mencionar uma leve sensação de calor como efeito colateral, ele reconheceu que a evolução em casos de trauma medular é geralmente lenta. O neurologista enfatizou a importância de ampliar o número de pacientes envolvidos na pesquisa para obter dados mais robustos sobre os efeitos do medicamento. No Brasil, já foram concedidas 34 liminares para o uso compassivo da polilaminina, sempre com avaliação médica e autorização da Anvisa, com relatos de 18 pacientes recebendo o tratamento desde o final de 2025, sem efeitos adversos significativos. Schiavão, que teve paralisia infantil aos 2 anos, acredita que a polilaminina pode ser uma alternativa promissora, ressaltando que, apesar de não poder garantir a eficácia do tratamento em seu caso específico, as melhorias observadas são encorajadoras.
Fonte: Oeste












