Recentemente, clientes do Nubank buscaram a Justiça devido ao bloqueio de suas contas e ao cancelamento de valores sem aviso prévio. A fintech justificou essas ações como uma medida preventiva a indícios de fraudes. Em algumas situações, o dinheiro só foi liberado após intervenções judiciais. A empresa declarou que realiza esse tipo de bloqueio para proteger seus clientes e a integridade do ambiente financeiro, adotando medidas de segurança quando há suspeitas de uso indevido das contas. Entretanto, essa prática gerou descontentamento entre os clientes, que se viram obrigados a recorrer ao sistema judiciário para reaver seus depósitos. Um caso específico, envolvendo uma pequena empresa em Águas Claras, no Distrito Federal, resultou no bloqueio de mais de R$ 2 milhões. A empresa ficou impossibilitada de acessar ou movimentar esse valor, que havia sido depositado como restituição de tributos pagos anteriormente. Os advogados da empresa afirmaram que a origem pública do recurso poderia ter sido facilmente confirmada pelo Nubank antes da adoção de tal medida. A fintech encerrou a conta sem transferir o saldo, e a liberação dos recursos só ocorreu após quase dois meses. Essa situação levanta questões sobre a responsabilidade das instituições financeiras e a proteção dos direitos dos clientes em casos de bloqueios indevidos.
Fonte: Oeste








