O Partido Comunista Chinês tem promovido uma reinterpretação de Lu Xun, um renomado escritor da era Mao, conhecido por suas críticas contundentes ao establishment. Originalmente, Lu Xun era celebrado como um ícone da resistência intelectual, que desafiou as normas sociais e políticas de seu tempo. No entanto, a atual propaganda estatal tem tentado transformar sua imagem em uma versão mais palatável e superficial, reminiscentes de personagens da Disney. Essa transformação visa suavizar seu legado revolucionário e apresentá-lo como um símbolo inofensivo do comunismo, desvirtuando suas críticas profundas e relevantes à sociedade. Essa tentativa de despolitização é uma estratégia do Partido Comunista para cooptar figuras históricas e enfraquecer a memória de suas críticas ao regime. Ao transformar Lu Xun em um mascote, o governo busca criar uma narrativa que minimize sua relevância como um pensador crítico e reduza a resistência intelectual. Essa prática de reescrever a história e os ícones culturais é uma tática comum entre regimes totalitários, que desejam moldar a percepção pública e eliminar qualquer forma de dissentimento. A figura de Lu Xun, ao ser convertida em um personagem inócuo, é um exemplo claro de como o Partido Comunista Chinês tenta reprimir a liberdade de pensamento e promover uma visão distorcida de sua própria história.
Fonte: New York Times












