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Opositor de Putin: Relatório aponta envenenamento com toxina rara

Um recente relatório de laboratórios europeus revelou que Alexei Navalny, um dos principais opositores do presidente russo Vladimir Putin, foi assassinado com uma toxina rara extraída de rãs sul-americanas. Os governos do Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda destacaram que a substância, chamada epibatidina, foi encontrada no corpo de Navalny e sugere que sua morte, ocorrida em 2024, não foi um evento natural, como afirmaram as autoridades russas. Em um comunicado conjunto, os cinco países indicaram que as análises toxicológicas apontaram a presença da epibatidina, conhecida por sua alta toxicidade, corroborando a hipótese de envenenamento em contraste com a versão oficial russa. Navalny faleceu enquanto cumpria pena em uma colônia penal na região ártica da Rússia, e a nova avaliação europeia contesta a narrativa de que sua morte foi causada por problemas de saúde, sugerindo que a administração da toxina teria ocorrido sob custódia do Estado.

O Kremlin, por sua vez, rechaçou as alegações e manteve sua versão de que Navalny morreu de causas naturais, sem reconhecer a validade das análises feitas por laboratórios europeus. A epibatidina, uma substância isolada de rãs-flecha, é estudada por seus efeitos sobre o sistema nervoso, mas seu uso fora de contextos científicos é altamente perigoso, podendo causar colapso respiratório em quantidades mínimas. A morte de Navalny levanta questões sérias sobre as obrigações internacionais da Rússia, incluindo acordos sobre a proibição de armas químicas, o que já motivou uma comunicação formal à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

Alexei Navalny, advogado de formação e figura central na oposição russa, ganhou destaque por suas investigações sobre corrupção no governo e em estatais russas. Ele mobilizou milhões de pessoas com seus vídeos e relatórios, que expuseram práticas corruptas, e chegou a concorrer à Prefeitura de Moscou em 2013, obtendo um segundo lugar significativo. Após sobreviver a um envenenamento em 2020, atribuído a um agente nervoso, Navalny foi preso ao retornar à Rússia em 2021 e condenado a penas que totalizavam mais de 30 anos, falecendo em 2024 sob circunstâncias suspeitas.

Fonte: Oeste

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