O Parlamento do Vietnã elegeu, por unanimidade, To Lam, secretário-geral do Partido Comunista, como novo presidente do país para um mandato de cinco anos. Essa decisão marca a centralização de poder em uma única figura, o que a torna a liderança mais forte do Vietnã em décadas. Analistas apontam que essa mudança pode levar a um aumento do autoritarismo, em contraste com o modelo tradicional de liderança coletiva do país. A votação ocorreu com 495 deputados presentes, todos apoiando a indicação do Partido Comunista, sem votos contrários, enquanto cinco parlamentares estavam ausentes.
Em seu discurso inaugural, To Lam expressou honra em acumular os dois cargos e prometeu um novo modelo de crescimento focado em ciência, tecnologia e inovação. Ele destacou que a estabilidade política e o desenvolvimento sustentável são prioridades, além de melhorias nas condições de vida da população. Vale ressaltar que To Lam já havia temporariamente exercido ambas as funções após a morte do antigo líder, Nguyen Phu Trong, em 2024, e continuou com influência nas questões internacionais mesmo após a transição de poder.
Na área econômica, To Lam defende reformas para reduzir a dependência de indústrias de baixo custo, embora suas políticas tenham gerado reações mistas, com elogios de investidores estrangeiros, mas também preocupações acerca de corrupção e riscos financeiros. Além disso, o novo presidente deve manter a “diplomacia do bambu”, uma estratégia que visa equilibrar relações com potências globais, sem mudanças significativas na política externa.
Simultaneamente, o Parlamento também elegeu Le Minh Hung, ex-presidente do Banco Central, como novo primeiro-ministro, com a missão de garantir um crescimento econômico sustentável, visando ao menos 10% ao ano até 2030. Em seu discurso, Hung prometeu eficiência administrativa e estabilidade política, em um governo que busca unir ambição econômica e governança estável.
Fonte: Oeste











