Na última quinta-feira, 5, o senador Eduardo Girão, do partido Novo, anunciou que sua legenda irá representar Davi Alcolumbre, presidente do Senado, no Conselho de Ética. A acusação refere-se a “omissão institucional e abuso de poder nas prerrogativas da presidência” que, segundo Girão, têm contribuído para o caos institucional e a insegurança jurídica que o Brasil enfrenta atualmente. Ele afirmou que a falta de ação de Alcolumbre em defesa da Constituição é alarmante e que essa inércia tem permitido o esfacelamento das instituições. Girão também criticou a decisão de Alcolumbre de manter em sigilo por até cem anos os registros de visitas de suspeitos de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Além disso, ele mencionou a morosidade na análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que permanecem sem qualquer deliberação no Senado. Entre os outros pontos levantados por Girão está a falta de progresso em pedidos para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master e o gasto de aproximadamente R$ 90 milhões em publicidade em ano eleitoral, enquanto as sessões deliberativas foram escassas em fevereiro. Girão enfatizou a necessidade de o Senado cumprir seu papel constitucional, afirmando que tomará todas as medidas necessárias para garantir que isso aconteça. Ele também destacou a urgência de se abrir a CPI do Master, que já possui mais de 50 assinaturas, o que ultrapassa a maioria absoluta dos 81 parlamentares. A coletiva de imprensa agendada para o dia 9 trará mais detalhes sobre essa ação contra Alcolumbre.
Fonte: Oeste










