Paulo Skaf, influente líder da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), manifestou sua preocupação com a recente decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano, a mais alta desde 2006. Em uma carta ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Skaf expôs críticas contundentes, afirmando que essa decisão impõe um grave prejuízo ao povo brasileiro, além de asfixiar o setor produtivo, crucial para a economia nacional.
Skaf destacou que empresas sólidas estão sendo desvalorizadas e que a inadimplência está crescendo de forma alarmante. Ele questionou o incentivo ao investimento em um cenário onde o capital é mais bem recompensado na inércia da renda fixa. Para ele, essa política monetária severa está levando o Brasil a um estado de estagnação econômica, prejudicando não apenas o setor produtivo, mas também o pequeno comerciante e o cidadão comum, que enfrentam juros proibitivos.
Criticando o fato de que o Brasil mantém uma inflação em torno de 5% enquanto a taxa real de juros gira em torno de 10%, Skaf argumenta que essa abordagem é um castigo ao setor produtivo, sacrificando o crescimento e a criação de empregos. Ele defende um afrouxamento monetário que já parece ser necessário e coloca-se à disposição para um diálogo institucional visando debater os rumos do país, enfatizando a necessidade de políticas econômicas que realmente favoreçam o desenvolvimento e a prosperidade do Brasil.
Fonte: Oeste











