O presidente interino do Peru, José Jerí, está sob ameaça de uma moção de censura devido a sérias acusações de corrupção e tráfico de influência. Se destituído, ele se tornará o oitavo presidente a ser deposto no país em apenas dez anos. Entre as alegações, destacam-se encontros secretos com empresários chineses, incluindo visitas disfarçadas a restaurantes, e a concessão de contratos públicos a pelo menos cinco mulheres que se reuniram com ele no Palácio do Governo, uma das quais teria passado a noite de Halloween no local. Jerí assumiu a presidência em outubro de 2025, após a destituição da então presidente Dina Boluarte, que havia sido eleita em uma votação expressiva por “incapacidade moral permanente”. A instabilidade política no Peru é alarmante, especialmente com as eleições gerais marcadas para 12 de abril. O Congresso, embora esteja em recesso, já conseguiu reunir 78 das 130 assinaturas necessárias para a votação da moção de censura, que pode ser aprovada com a maioria simples. As últimas semanas têm sido tumultuadas, com partidos que antes apoiavam Jerí se afastando, restando apenas o fujimorismo como respaldo. Inicialmente, Jerí havia conquistado popularidade ao focar no combate à criminalidade, mas os recentes escândalos ameaçam sua permanência no cargo. A situação política no Peru continua a se deteriorar, refletindo a falta de confiança da população em suas instituições.
Fonte: Oeste












