Em meio à crescente tensão no Oriente Médio, a Petrobras assegurou que suas operações permanecem seguras e com custos competitivos, utilizando rotas alternativas fora das áreas de conflito. A empresa declarou em nota que os fluxos de importação são majoritariamente realizados fora da região de crise e que as rotas que ainda existem podem ser redirecionadas, garantindo, assim, que não há risco imediato de interrupção nas importações ou exportações de combustíveis. Apesar dessa avaliação otimista da estatal, agentes do setor de combustíveis expressam preocupação com a possibilidade de aumentos nos preços nos próximos dias. Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), ressaltou que a Petrobras deve esperar a calmaria na situação antes de tomar decisões, mas já prevê uma movimentação de alta por parte das refinarias privadas. A situação se agrava com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo do Irã, que ameaça qualquer navio que tentar passar pela região, uma rota vital para a exportação de petróleo. Araújo acredita que o risco já está ‘precificado’ e que os preços do petróleo devem flutuar entre 80 e 82 dólares o barril, sem retornar aos níveis anteriores de 60 a 65 dólares. Recentemente, os preços internacionais do petróleo subiram até 13%, alcançando patamares não vistos desde janeiro de 2025, o que pode impactar os consumidores brasileiros nos próximos dias.
Fonte: G1












