Os preços do petróleo do Oriente Médio dispararam, tornando-se os mais altos do mundo em meio à guerra no Irã, que afetou significativamente o fornecimento. Dados da S&P Global Platts mostram que o petróleo Dubai à vista foi cotado a impressionantes US$ 157,66 por barril para cargas de maio, superando o recorde histórico do Brent, que era de US$ 147,50 em 2008. Essa alta nos preços não apenas encarece o custo do petróleo para os traders, mas também está forçando as refinarias da região a considerar alternativas ou até reduzir a produção nos próximos meses.
Além disso, a cotação do petróleo de Omã também atingiu um recorde, com preços a US$ 152,58 por barril. O prêmio do Dubai em relação aos swaps subiu para US$ 60,82 por barril, um aumento considerável em comparação com a média de apenas US$ 0,90 em fevereiro. Essa disparidade nos preços reflete a escassez de oferta, que caiu drasticamente para 11,7 milhões de barris por dia em março, em comparação com quase 19 milhões em fevereiro, uma queda de 32% em relação ao ano anterior, devido a interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz.
Como resultado, várias refinarias asiáticas estão reduzindo suas operações. A situação é ainda mais complicada pela distorção dos preços, já que o mercado não está refletindo adequadamente a realidade do petróleo do Oriente Médio. Enquanto isso, refinarias da África e das Américas estão em busca de suprimentos alternativos, com os prêmios do petróleo brasileiro alcançando recordes de US$ 12 a US$ 15 por barril acima do Brent, indicando uma pressão crescente sobre o mercado global de petróleo.
Fonte: G1












