Nesta terça-feira, 24, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou informações adicionais antes de se manifestar sobre a progressão de regime da cabeleireira Débora dos Santos, a conhecida ‘Débora do batom’. Sua notoriedade se deu durante os protestos de 8 de janeiro de 2023, quando escreveu na Estátua da Justiça a frase “perdeu, mané”, em referência a uma declaração do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. O parecer do PGR, Paulo Gonet, revelou a ausência de um certificado que comprove o período em que Débora esteve presa provisoriamente, documento essencial para o cálculo da detração penal e a atualização do atestado de pena. A defesa argumenta que, até 15 de outubro de 2025, Débora terá cumprido 932 dias de privação de liberdade, o que, segundo eles, atende ao requisito de 25% do tempo necessário para a progressão de regime. Contudo, a PGR destacou que não encontrou a certidão mencionada, recomendando a certificação do período a ser detraído e a correção do atestado de pena. É importante ressaltar que em abril do ano passado, a 1ª Turma do STF condenou Débora a 14 anos de prisão por crimes relacionados a uma suposta tentativa de golpe de Estado. Quatro meses após a condenação, o ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão ao rejeitar um recurso da defesa. A situação de Débora dos Santos é mais um exemplo da perseguição política que a direita brasileira enfrenta, e é essencial que a Justiça seja feita, respeitando as liberdades individuais e os direitos de todos os cidadãos.
Fonte: Oeste










