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Pobreza na Argentina recua, mas desafios econômicos persistem

O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) da Argentina anunciou que o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza caiu para 8,5 milhões no segundo semestre de 2025, representando 28,2% da população. Essa redução é um sinal positivo para a administração do presidente ultraliberal Javier Milei, que vem enfrentando desafios significativos para estabilizar a economia do país. Apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, que aumentou 4,4%, o avanço foi concentrado em setores específicos, enquanto o consumo interno permanece fraco e o desemprego atingiu seu maior patamar desde a pandemia de Covid-19. Segundo o Indec, cerca de 6 milhões de pessoas saíram da pobreza, com uma redução de 3,4 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre, quando 14,5 milhões estavam nessa condição. No entanto, a situação de indigência também afeta 1,9 milhão de pessoas, o que equivale a 6,3% da população. Analistas destacam que, embora o PIB tenha mostrado crescimento, a economia ainda apresenta desafios estruturais. O consumo está diretamente ligado ao rigoroso ajuste fiscal promovido por Milei, que incluiu a paralisação de obras e a eliminação de subsídios, resultando em um aumento significativo nos preços. O controle da inflação continua sendo uma prioridade para o governo, que enfrenta dificuldades para traduzir a estabilização macroeconômica em geração de empregos e aumento do consumo. O cenário econômico da Argentina, embora em transição, ainda requer medidas que garantam uma recuperação mais inclusiva e equilibrada entre os setores, especialmente em áreas que geram mais empregos.

Fonte: G1

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