A Polícia Federal (PF) está conduzindo uma investigação sobre a Amazonprev, a fundação do governo do Amazonas responsável pela gestão da previdência no Estado, em decorrência de suspeitas de gestão fraudulenta e corrupção. A investigação se concentra em uma operação que envolveu a compra de R$ 50 milhões em letras financeiras do Banco Master com recursos destinados à previdência estadual. Segundo o relatório da PF, a ordem para o investimento foi emitida em um intervalo de menos de três horas após o pedido de cotação, especificamente no dia 5 de junho de 2024, o que levanta questões sobre a transparência e a ética das transações.
A corporação observou que essas transações não foram registradas em atas e permaneceram ocultas da fiscalização por vários meses, sendo identificadas apenas em outubro de 2024 pelo conselho fiscal. Além disso, a própria Amazonprev reconheceu a ocorrência de irregularidades em registros formais, o que indica que segurados e dependentes enfrentaram um ‘risco sistêmico’.
No dia 6 de outubro, a Operação Sine Consensu cumpriu mandados em Manaus e Niterói (RJ), resultando no afastamento de servidores por 90 dias. A fundação, que investiu um total de R$ 390 milhões em quatro bancos privados entre junho e setembro de 2024, é alvo de investigações que envolvem suspeitas de propina direcionadas aos gestores Claudinei Soares, Cláudio Marins de Melo e André Luis Bentes de Souza. A operação também revelou que a empresa Alfa A transferiu R$ 620,1 mil aos gestores no mesmo semestre dos aportes, levantando questões sobre a capacidade operacional da empresa, uma vez que as movimentações financeiras apresentaram características de circulação rápida de recursos. A Amazonprev afirmou que está colaborando com as investigações e afastou os envolvidos.
Fonte: Oeste












