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Polícia Federal investiga tentativa de venda de amostras na Unicamp

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF) relacionada à tentativa de comercialização de amostras biológicas. O doutorando Michael Miller é apontado como o principal suspeito de retirar 24 cepas virais do Instituto de Biologia e transferi-las para a Faculdade de Engenharia de Alimentos. As amostras, que incluem vírus como dengue, chikungunya e coronavírus humano, estavam armazenadas em um ambiente com nível 3 de biossegurança.

O desaparecimento das amostras foi notado em fevereiro, quando uma pesquisadora percebeu a falta dos materiais em um laboratório de alto risco. As investigações indicam que os furtos ocorreram entre os dias 24 e 25 do mês passado. A PF, diante de denúncias internas, realizou uma operação em março, resultando na prisão temporária de Soledad Miller, esposa de Michael e professora da Unicamp. Ela foi liberada após medidas cautelares, mas permanece sob investigação judicial.

A polícia suspeita que o casal, sócio de um laboratório voltado ao agronegócio, buscava obter ganhos financeiros ao repassar informações biológicas valiosas para a indústria farmacêutica e outros interessados. Especialistas afirmam que não há risco imediato à saúde pública, pois as amostras estão sob custódia das autoridades.

A Unicamp assegurou que mantém protocolos rigorosos em seus laboratórios e já iniciou uma sindicância interna para apurar o caso. A defesa de Soledad e Michael declarou que se pronunciará somente nos autos do processo. O episódio ressalta a importância da segurança e da ética na pesquisa científica, principalmente em instituições de ensino superior que lidam com materiais biológicos sensíveis.

Fonte: Oeste

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