A Polícia Federal (PF) divulgou, na última sexta-feira, 6, uma nota afirmando que não manipulou ou editou as conversas íntimas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que se tornaram públicas após sua prisão na quarta-feira, 4. As mensagens, que incluem diálogos com autoridades, foram extraídas do celular do ex-banqueiro. A PF ressaltou que a edição de conversas ou a manipulação de dados extraídos de dispositivos apreendidos não é de sua competência, uma vez que isso violaria os direitos ao contraditório e à ampla defesa, garantidos constitucionalmente. A corporação enfatizou que atua em suas investigações seguindo rigorosos padrões de segurança na preservação de informações, garantindo assim os direitos fundamentais, incluindo o respeito à privacidade e à intimidade. Além disso, a PF esclareceu que possui o material relacionado a Vorcaro desde novembro do ano passado e que o compartilhou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em janeiro deste ano. A nota também mencionou que, por decisão do então ministro relator Dias Toffoli, a defesa dos investigados teve acesso completo a essas informações. Em resposta, o gabinete de Toffoli afirmou que não teve acesso às mensagens extraídas do celular de Vorcaro, esclarecendo que o material não havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa situação levanta questões sobre a integridade e a transparência das investigações em curso, especialmente em um cenário onde a proteção da privacidade e dos direitos individuais é fundamental.
Fonte: Oeste











