Especialistas em tecnologia afirmam que a Polícia Federal (PF) possui a capacidade de acessar e recuperar dados de celulares apreendidos, mesmo quando esses dispositivos estão protegidos por senhas, desligados ou tiveram informações apagadas. Programas especializados conseguem extrair registros detalhados, incluindo mensagens enviadas em modo de visualização única e arquivos excluídos, aumentando assim a eficácia das investigações criminais. Peritos ouvidos pelo jornal O Globo, que preferem manter o anonimato, explicam que, após a apreensão dos aparelhos, são utilizados métodos complementares de análise. Se um programa não consegue acessar um conteúdo específico, outro pode ter sucesso. O primeiro passo envolve desbloquear o dispositivo para iniciar a extração. Entre as ferramentas utilizadas estão Cellebrite e GrayKey, que permitem cópias completas dos dados, incluindo fragmentos residuais. O perito em crimes digitais Wanderson Castilho esclarece que mesmo mensagens e arquivos apagados mantêm seus registros de envio e logs. “Quando você apaga ou envia uma informação, os registros de que você enviou a mensagem ficam armazenados”, afirmou Castilho. Em investigações, notou-se que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, utilizava táticas para dificultar o acesso às suas mensagens, enviando capturas de tela com anotações em visualização única pelo WhatsApp. Contudo, a perícia consegue rastrear o envio das imagens, identificando horários e destinatários. O momento da apreensão do celular foi crucial para garantir que as provas fossem coletadas antes que os dados fossem removidos, demonstrando a eficácia das ferramentas da PF na recuperação de informações essenciais para as investigações.
Fonte: Oeste












