A Polícia Federal (PF) apresentou um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando uma prorrogação de 60 dias para o inquérito que investiga suspeitas relacionadas ao caso Banco Master. O pedido foi encaminhado ao relator na terça-feira, 17, e aguarda uma decisão. A expectativa é que o ministro autorize essa extensão, visto que há a necessidade de novas diligências antes da conclusão do caso. Os investigadores estão em busca de elementos adicionais que possam esclarecer os fatos que estão sendo analisados.
A prorrogação do prazo é uma prática comum em inquéritos que envolvem casos de maior complexidade, especialmente quando há múltiplas partes envolvidas e fluxos financeiros a serem investigados. O caso Master, inclusive, gerou tensões internas no STF nas últimas semanas, com questionamentos sobre a condução do processo e a atuação de alguns ministros, o que agravou o desgaste na Corte. A relatoria do caso foi atribuída a Mendonça em fevereiro, após Dias Toffoli se afastar do processo em meio à repercussão negativa.
Desde então, o inquérito passou por reavaliações, incluindo decisões sobre medidas cautelares e a condução das investigações. Recentemente, Mendonça determinou a prisão de Daniel Vorcaro, considerado uma figura central nas apurações. Além disso, nesta terça-feira, a PF deu início à retirada de equipamentos e documentos relacionados a Vorcaro que estavam armazenados na sala-cofre da CPMI do INSS. Essa medida foi tomada a partir de uma decisão de Mendonça, que suspendeu o acesso do colegiado ao material e ordenou uma nova triagem dos dados apreendidos.
A ordem é que as autoridades recolham todos os equipamentos do ex-banqueiro e realizem uma cuidadosa separação das informações contidas neles. O ministro destacou que a medida visa garantir que conteúdos de natureza estritamente privada não sejam compartilhados com os parlamentares, buscando assim preservar o sigilo dos investigados durante o processo de apuração.
Fonte: Oeste








